A luz pequenina
Na noite mais escura do meu ser
Há sempre uma luzinha a cintilar.
É uma luzinha pequenina e trémula
Que vigia a minha noite, sem cessar,
Tal como o farol, que do alto da falésia,
Guia o barquinho na escuridão do mar.
E quando o sol radiante reaparece
E a luzinha eu deixo de ver,
Eu sei que, quando a noite voltar,
Ela lá está, volta a aparecer.
E que luzinha é essa? - diz alguém.
Não será somente fantasia?
Mas eu sei que aquela luzinha pequenina,
Que ilumina a noite do meu ser,
Irá cintilar sempre até ao amanhecer
Dum novo e radioso dia.
Fernanda Tarelho
Discrição
Olhai as violetas
pequeninas, discretas,
mas tão perfumadas.
Exalam fragância,
que a longas distâncias
as faz procuradas.
E o humilde croco
pelo campo disperso?
Mal se dá por ele.
Porém, no seu coração,
são oiro os seus estames,
o oiro do açafrão.
Salete Brás Serra
Alcinda Santos
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domingo, 17 de maio de 2009
NÃO SOU POETA
NÃO SOU POETA NEM ESCRITOR
TENHO FEITO DE TUDO UM POUCO
PARA ASSIM CONSEGUIR VIVER
GOSTAVA DE ENSINAR
TODO O POUCO QUE SEI
PARA VOLTAR A VER FELIZ
TUDO AQUILO QUE CRIEI
NEM SÓ DO PÃO VIVE O HOMEM
LÁ DIZ O VELHO REFRÃO,
CASA ONDE NÃO HÁ PÃO
TODOS RALHAM E NINGUÉM TEM RAZÃO
FUI BOM FILHO E SOU BOM PAI
TUDO ISTO ME DÁ PRAZER
NÃO SEI SE VALE A PENA VIVER
COM TANTA DESILUSÃO
NESTE MUNDO CÃO.
ADEUS COMPANHEIRO/AS UMA BOA PÁSCUA
Manuel Seixas
TENHO FEITO DE TUDO UM POUCO
PARA ASSIM CONSEGUIR VIVER
GOSTAVA DE ENSINAR
TODO O POUCO QUE SEI
PARA VOLTAR A VER FELIZ
TUDO AQUILO QUE CRIEI
NEM SÓ DO PÃO VIVE O HOMEM
LÁ DIZ O VELHO REFRÃO,
CASA ONDE NÃO HÁ PÃO
TODOS RALHAM E NINGUÉM TEM RAZÃO
FUI BOM FILHO E SOU BOM PAI
TUDO ISTO ME DÁ PRAZER
NÃO SEI SE VALE A PENA VIVER
COM TANTA DESILUSÃO
NESTE MUNDO CÃO.
ADEUS COMPANHEIRO/AS UMA BOA PÁSCUA
Manuel Seixas
Poema para nós
As coisas que marcam o tempo,
cada qual tem seu papel,
o relógio,por exemplo,
implacável e cruel,
faz seu serviço de graça,e
passo a passo lentamente,
encolhe a vida da gente,
a cada hora que passa.
O espelho,fiel,sincero,
com ele ninguém se ilude,
agrada-nos na juventude,
reflecte força e beleza,
mas agride na velhice,
mostrando até a rabugice,
que é própria da natureza.
um abraço para todos os amigos e colegas.
Aline Rocha
cada qual tem seu papel,
o relógio,por exemplo,
implacável e cruel,
faz seu serviço de graça,e
passo a passo lentamente,
encolhe a vida da gente,
a cada hora que passa.
O espelho,fiel,sincero,
com ele ninguém se ilude,
agrada-nos na juventude,
reflecte força e beleza,
mas agride na velhice,
mostrando até a rabugice,
que é própria da natureza.
um abraço para todos os amigos e colegas.
Aline Rocha
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